terça-feira, 29 de junho de 2010

A balsa da medusa potiguar



Neste momento,  incorporo Théodore Géricault e pinto a minha obra prima, a minha “balsa do Medusa”.  Talvez não consiga me eternizar ao descrever em letras o que tão dramaticamente Géricault pintou em óleo sobre tela.
O Medusa - embarcação do governo francês -  que zarpou da França com destino ao Senegal encalhou e afundou na costa africana por culpa exclusiva do capitão que fora nomeado por motivos políticos.
Dos 149 passageiros,  apenas 10 sobreviveram. Toda forma primitiva de instinto de sobrevivência instalou-se no naufrágio, entre elas o canibalismo.
Nos verdes mares potiguar, o nome da embarcação não poderia ser mais mais apropriado, pois a coligação “Vitória do povo” acarrancado pela sua medusa Wilma de Faria naufragou e neste momento seguem todos agarrados aos soçobros.
O capitão Iberê, a exemplo do capitão do medusa, Hugues du Roy, não se sabe se por estar petrificado ao fitar os olhos de Wilma ou pela arrogância típica dos capitães de fragatas reais, conduziu a sua embarcação a inevitável catástrofe em dia limpo e claro levando todos ao malogro.
Agarrando-se nos destroços da barca furada avista-se o ex-secretário-desafeto Vágner Araújo. Henrique Alves emerge por cima do amontoado de barris de vinho (seria de Chopp?) em busca de alguma esperança no horizonte mas só consegue ver a imagem de Garibaldi Alves nas nuvens, enquanto João Maia e os demais sorvem os últimos goles do absyntho que serviam na embarcação.
Tarde demais, o inevitável já foi dramatizado em sangue sobre tela e aqui será confirmado nas urnas nestas eleições que se avizinham.
Olhando bem a minha tela, não a de Géricault, consigo enxergar o velho lobo do mar, o arrais Agnelo Alves na embarcação do seu “skipper” Carlos Eduardo,  singrando os mares como elegantes cisnes brancos...
Au revoir!

Gustavo Andrade Rocha

terça-feira, 30 de março de 2010

Réveillon fora de época



Réveillon fora de época

Já estou me vestindo de branco. Vou abrir um champanhe e brindar a nova era que está chegando. Adeus anos velhos e que venham os bons anos novos.

Não é necessário ser um perito em política para analisar o estrago causado por um governo que se diz socialista, que não promoveu nenhum desenvolvimento econômico e social mas,  pelo contrário,  criou uma medíocre farsa publicitária de sete anos e que agora caoticamente chega ao fim. 

Este governo Wilma de Faria que se encerra amanhã deixa uma lição histórica para o Rio Grande do Norte, pois ao apostarmos as nossas fichas em um grupo político que se dizia revolucionário, que se afirmava contra os poderosos, cuja líder era uma mulher, mãe, professora e guerreira; Erramos feio e pagamos caro pelo atraso causado em todos estes anos de incompetência gerencial, administrativa e social. Mas como tudo na vida tem um lado positivo, o deste governo foi amadurecer a população para que não se aposte mais na leviandade de líderes messiânicos e despreparados.

O Rio Grande do Norte do futuro não perderá refinarias e portos, não desperdiçará seus recursos naturais por falta de capacidade de planejamento e não será o triste palco de escândalos e desmandos com o dinheiro público. O nosso povo não será mais humilhado, os nossos policiais e professores nao terão que fazer greve  para receber o que tem direito.

É chegada a hora de entrarmos em uma rota positiva. Deveremos cobrar transparência detalhando todos os gastos públicos e toda a lista de funcionários  no portal do governo na Internet.  O Rio Grande do Norte haverá de ser reconhecido como um estado modelo em educação em tempo integral. A nossa vocacão é de ser um estado pequeno, moderno mas com povo rico e educado.

Vamos comemorar este reveillon que o momento é de festa, e, nunca é tarde lembrar, este réveillon não deve ser financiado com dinheiro público. Ok ?

Feliz nova era ! Feliz réveillon !

Gustavo Andrade Rocha

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A "tangerina" vai perder a boiada

"Já faz três noites
Que pro norte relampeia
A asa branca
Ouvindo o ronco do trovão
Já bateu asas
E voltou pro meu sertão
Ai, ai eu vou me embora
Vou cuidar da prantação"

 

A música Asa Branca eternizada por Luiz Gonzaga traz a boa memória desta época do ano pro sertanejo que é a expectativa da chegada do inverno.

A esperança se renova, as trovoadas se tornam mais frequentes, o sapo começa a coaxar e os tangerinos,  que conduzem os seus rebanhos,  rezam para um bom inverno, que neste ano virá com as eleições.

O Rio Grande do Norte tem sido uma fazenda muito improdutiva nos últimos oito anos de governo Wilma de Faria, embora o seu gado esteja lombado com o pêlo brilhando.

A pastagem e os barreiros secaram só restaram as cinzas e é chegada a hora dela movimentar a "miúnçada", pois, pelo jeito,  já começaram a furar a cerca para fugir para pastos mais verdes e,as vezes, pela falta de um grito se perde a boiada.

Nestas últimas semanas,  pudemos observar que a manada governista começou a dar sinais de desagregação e ficou clara a falta de liderança da tangerina em juntar o rebanho, marcar e vacinar.

Robinson Faria saltou de banda, pulou a cerca e já ganhou o mundo. João Maia já conhece o rumo da vereda e pode pegá-la. Se a tangerina não o ferrar, peiar e colocar um chocalho.

Os "injeitados" da governadora são os que mais reclamam da seca  porque agora notaram que na mudança da "tangença" vão receber mais bagaço e menos ração, embora já lhes tenha sido dito que bom cabrito não berra.

Quando os cabritos começam a  "escamuçar" assim, o bom tangerino sabe que tem que dar um trato, cortar a palma e botar pra comer no cocho antes que seja tarde demais e o inverno demore.

Sendo Iberê um Ferreira de Souza de Santa Cruz do Inharé, montará no cavalo selado, rezará para São Pedro mandar bom inverno, depois vai chamar nas esporas e gritar "Ê boi!"

Será que vai chover nesse ano ?

 Gustavo Andrade Rocha
     Criador de Miúnça

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Sorria palhaço, Já é carnaval!



Sorria palhaço,  já é carnaval !

Embora os mamelucos locais insistam em preservar o nome dos índios tororós nas ruas da nossa taba, o nosso complexo de colono português insiste em não abrir mão dos hábitos profanos d’além mar.
O carnaval é  a festa do fora do limite, é o duto de alegria da folia.  Pierrôs, colombinas e cordões de puxa-sacos se congraçam e se unem em coro para celebrar em orgia a farra do dinheiro público.

O governo do Rio Grande do Norte acaba de criar o “Verão de todos” e ainda tem a cara de Arlequim de dizer que é um evento para turistas, como se a farofada nas praias fizesse algum turista vir para se misturar com o lumpen eleitor dos showmícios palacianos.
É hora dos gestores públicos levarem os “foliões” a sério e oferecerem praias limpas, seguras e despoluídas, principalmente da poluição sonora , pois a classe média Brasileira cresceu e está educada o suficiente para saber que estes eventos eleitoreiros não servem nem para eleger os candidatos dito populares, mas servem somente para engordar os seus reis-momo.

Tenho batido constantemente na tecla da transparência dos gastos públicos, pois como será  possível sabermos o orçamento das campanhas educativas para limpeza das praias para confrontarmos com o desperdício do dinheiro público em shows que, inclusive,  já originaram denúncias de Foliaduto e similares. Esqueceram ?
Contudo, parece ser mais fácil embriagar o povo de música desqualificada e de cacchaça  do que discutir propostas sérias. Não é de hoje, mas sempre atual a marchinha : “São mais de mil palhaços no salão”.
 
Gustavo Andrade Rocha