quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Revolução Bolivariana do Rio Grande do Norte

Hugo Chavez está promovendo a desastrosa "Revolução Bolivariana" e está afundando a Venezuela.

O bugre Venezuelano acha que está criando um socialismo evoluído, mas na realidade está desmantelando a economia de um país que já foi pujante em um passado recente.

Como uma besta outorgada por uma democracia distorcida, o coronel Chavez coopta quase todos os setores da sociedade e os ocupa com a sua tropa de seguidores.

A imprensa já não é mais livre lá. A Venezuela quebrou, faliu.

No Rio Grande do Norte a revolução Bolivariana do governo Wilma de Faria está em plena marcha.

Aquí todos os setores, a exemplo da Venezuela, foram ocupados pelos seguidores da líder "revolucionária".

A imprensa também foi cuidadosamente cooptada e a economia foi consistentemente destroçada.

Infelizmente, a Venezuela tem bilhões de dólares em royalties de petróleo que financiam a loucura Chavista, mas aqui os nossos parcos recursos do petróleo não conseguem financiar o desmantelo Wilmista, senão estaríamos fritos. Mas mesmo assim obras como as da ponte sob o "Orinoco" potiguar ainda chegaram a sair do papel, obviamente, que da forma Chavista como deveria ser.


O Rio Grande do Norte é hoje um estado totalmente dependente de recursos federais, basicamente bolsa-família e funcionalismo público.

A indústria que poderia ter prosperado e crescido é a do turismo, mas a revolução Wilmista conseguiu desestruturar a polícia militar (seria uma estratégia para evitar levantes?) e com isso a criminalidade e a prostituição já tomam conta da cidade e conseguem afugentar os poucos turistas da classe C que a CVC insiste em nos enviar.

Tá tudo explicado.: A revolução Wilmista visa criar o caos urbano e econômico para que um grande plano de assistencialismo crie um colchão de proteção e crie a ilusão de amparo pelo estado, mas esqueceu que sem petróleo não dá!, e não deu.

A aristocracia e o empresariado potiguar, a exemplo da Venezuelana, é a grande culpada pela Revolução Bolivariana Wilmista, pois anos e anos que estes "poderosos" estiveram no poder não foram suficientes para criar alternativas para a população carente, dai o surgimento destes bufões socialistas assumindo o poder e esterelizando a possibilidade de se criar alternativas econômicas liberais.

Mais bufões estão em gestação... Aguardemos.

Viva a Hugo Chavez, Viva a Wilma de Faria !

Gusatvo Rocha

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Porquê o lumpen não vota em maracatú




Ainda refletindo sobre o comportamento do lumpen, acho que consegui
enxergar a "sabedoria das massas".  As pessoas sempre generalizam e
baixam o sarrafo nos políticos,  mas ninguém acompanha de perto o
sofrimento que é a rotina deles em época de eleições.

As maiores vítimas são os da casta superior, os meninos
bem-nascidos e bem criados. Destes eu lastimo, pois o camarada
que tem dinheiro, goza e sabe usufruir de todo o privilégio que a vida
lhe deu e daí por inércia, vocação ou necessidade ter que entrar na
política... convenhamos.. haja saco. Ô vida dura!. Imagine o que é
saber frequentar o jet-set, dormir nos finais de semana até tarde,
apreciar e conhecer  bons vinhos e champanhes e  de repente ter que
mudar de ambiente, se juntar com outra turma e ter que aguentar as
procissões, enterros, missas de aniversário, batizados, festas de
padroeira, comer sarapatel e tomar Pitú, tudo isso nos sagrados finais
de semana. Realmente é duro para eles, mas creio que o resultado  compensa.

Alguns políticos maracatús, como uma boa parte dos vereadores e
prefeitos das cidadezinhas do interior, são realmente beneficiados
pelas benesses do poder, pois passam a gozar de status nos povoados
que nasceram e além do mais misturam as suas contas privadas com as
públicas e essa "confusão" sempre resulta em enriquecimento fácil e
ilícito, pois se o sujeito não tinha muita coisa, entra na política,
se elege e rapidamente ascende socialmente, além de se tornar sócio
nos currais eleitorais e amigo do peito dos bacanas. Hoje entendo bem
o porquê do lumpen não gostar dos maracatús, entendo ainda a
preferência pelos mauricinhos e patricinhas, pois o lumpen não suporta
a inveja de saber que o maracatú amigo seu poderá um dia ser aquele
engomadinho tão sonhado.

Fico refletindo em função disso e por isso que afirmo e reafirmo, o
lumpen não vota em maracatú, pois estes são realmente os que estão no
lucro. Só votam em políticos ricos, bonitos e bem vestidos, porquê
sabem que o esforço deles é compatível com o quinhão que estão levando,
enquanto que os maracatús já estão no lucro há bastante tempo.

Gustavo Rocha

Ps. Sobre o lumpen, clique aqui.

sábado, 24 de outubro de 2009

Kiss my ass

 


Uma das coisas boas no idioma Inglês é a forma direta e pragmática com que a comunicação é feita, acho que por isso que os países de língua Inglesa preponderam no mundo moderno. A expressão "Kiss my ass" traduzida ao pé da letra quer dizer "Beije a minha bunda", isso mesmo, chulo e direto. Esta expressão é citada quando algúem quer dizer que tem o poder e pode mandar o outro beijar a sua bunda como forma de submissão.

É impressionante como a nossa sociedade está repleta de beija-bundas; É beija-bundas na imprensa, beija-bundas no meio empresarial, politico, cultural  e por aí se vai beijando bundas.

Quando comecei a fazer os meus posts no twitter e escrever os artigos no blog, vários amigos se desesperaram e entraram em campo para me acudir como se eu estivesse incorrendo em gravíssimo delito em não concordar com a inércia do beija-bunda. Ora, como pode algum dentre nós não estar beijando bundas ? Não é beijando as bundas dos políticos que se consegue alguma coisa ? Não é beijando bunda que se mantém a ordem e a paz ? não é beijando bundas que nos protegemos ?

Faço militância política ativa no twitter, onde procuro constranger ao máximo os políticos que não têm ideologia e que acham que é no beija-beija de bundas que se constroi algo. O mundo político não acordou ainda para o fato que a Internet é uma revolução e que o poder de comunicação de um blog ou um twitter pode atingir milhares de pessoas várias vezes e em questões de segundos, sem necessidade de se beijar uma bunda, apenas sendo pertinente. Não adianta colocar beija-bunda para servir de escada, pois as pessoas sabem exatamente o que se está por trás de cada beijo em cada bunda.

A boa notícia para os viciados em beijar uma bundinha é que essa prática não irá acabar, mas vai se reinventar como a imprensa.  Hoje ao invés de beijarmos a bunda dos políticos eles que terão que beijar as nossas, pois com twitter, blog e e-mail, uma verdade incoveniente pode repercutir muito mais que mil artigos encomendados a beija-bundas, portanto:

Kiss my Ass!

Gustavo Andrade Rocha

Ps. Tive receio que este texto estivesse um pouco pesado, mas ao mesmo tempo enxerguei que não há porquê beijar bunda de leitor.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A ideologia da Hilux e o nosso lumpenproletariat

Época de eleições se aproximando, um amigo me falou que logo começam a aumentar as vendas das caminhonetes Toyota Hilux. Eu fiquei meio sem entender e perguntei qual era a relação.

-Oxente! Num sabe que os candidatos a deputado vão começar a fazer campanha no interior e o carro preferido dos eleitores é a Toyota Hilux ? – Me falou com um ar de espanto.

-Mas como assim preferida dos eleitores ? – indaguei surpreso.

-Ora! Se o candidato chega num carro velho ou que não aparente riqueza, os eleitores dizem logo que ele é um quebrado e não terá nenhum voto. Se chegar numa Hilux é eleição garantida. – me disse com segurança.

Quando Karl Marx cunhou o termo ‘lumpenproletariat’ para definir a escória da sociedade, aqueles que eram desprovidos de consciência de classe. Ele não imaginava que após a revolução industrial a Toyota viria preencher esta lacuna e dar uma ideologia a este lumpen

Impressionante que a toyota tenha conseguido trazer a sua ideologia ao Brasil de uma forma tão forte. Kiichiro Toyoda fundou a companhia em 1937 e jamais pensou que o Lumpenproletariat Brasileiro seria tão fortemente influenciado pela sua ideologia, a ponto de definir os representantes do nosso povo no congresso.

Em um país que os políticos não têm ideologia e que representam esta gente igual, valores como os da Toyota Hilux são realmente superiores aos valores de um PMDB ou de um PT.

A Toyota hilux passa a imagem de sofisticação, riqueza, status. Tudo o que o povo busca nos políticos. Esse povo não enxerga estes valores em uma legenda partidária ou em uma ideologia social. O lumpen quer se dar bem e conseguir uma bocada pra sí.

Os políticos como são mais espertos que nós, os trouxas que ainda têm ideologia, já sacaram que o lance é esse e já está tudo acertado, é  chegar no showmício em uma reluzente toyota hilux, com três xeleleus dentro, distribuir dinheirinho para cachaça e o lumpen se satisfaz e o lumpen elege e reelege.

Pra quê investir em educação se este sistema tá funcionando tão bem ?

Viva a toyota Hilux e o lumpen Brasileiro !


Gustavo Andrade Rocha

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O que diria Charles Darwin sobre as nossas espécies políticas potiguares

No seu livro “A origem das espécies” Charles Darwin revolucionou a ciência ao comprovar que as espécies evoluem a cada geração, de modo  que os mais adaptados ao meio sobrevivem e se perpetuam, e os menos adaptados desaparecem. Sua teoria foi bastante criticada na época, pois rompia o paradigma do criacionismo, que falava basicamente que Deus havia criado todos os animais e todas as espécies como elas já eram.

Aqui no Rio Grande do Norte, se vivo fosse, Darwin iria se surpreender mais que em galápagos. Aqui ele iria analisar as famílias políticas e facilmente constataria que há sim uma evolução de geração em geração; Seria somente necessário analisar os gametas Alves, Maia e Faria.



Para analisar genealogicamente todos estes gametas que se perpetuam na nossa política,  pinçamos os filhotes da novíssima geração e analisamos as suas adaptabilidades ao meio. Vamos escolher 4 exemplares de Natal para o nosso "estudo científico":  Felipe Maia, Fabio Faria, Walter Alves e Lauro Maia.  (neste estudo não analisaremos as degenerações)




Felipe Maia é deputado federal e está bem empenhado na sua luta pela educação, traz consigo todos os cromossomas de retidão, caráter e coerência política e ideológica da sua família.

Fabio Faria é deputado federal, campeão de votos e trouxe consigo a bandeira do esporte, além de ser reconhecidamente um hábil negociador político, ambas capacidades herdadas do seu avô Osmundo Faria.

Walter Alves é deputado estadual, traz o inegável carisma do seu pai e também a inteligência pragmática do seu tio Aluizio Alves e talvez seja o mais jovem representante da fauna mais abundante na política potiguar, a familia Alves.

No caso de Lauro Maia ainda não podemos analisar muito bem, pois é filho de uma personalidade política matreira da nossa fauna, porém como ainda não se elegeu, e a julgar pela sua carreira empresarial, vamos apelar a Deus para que neste caso o darwinismo e o criacionismo andem juntos, pois como certa vez disse Darwin "Não é o mais forte nem o mais inteligente que sobrevive. É o mais adaptado as mudanças". portanto nunca é tarde para mudar e se adaptar. Não é mesmo ?


Gustavo Andrade Rocha



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O excremento do diabo. A Nigeria é aqui.

Nos gabamos de ser um dos bons arrecadadores de royalties de petróleo no Brasil, Acho que isso nos faz pensar que somos sheiques árabes, daí a astúcia de querer construir obras ao estilo de Dubai para sediar copas de futebol das Arábias.

No Brasil o discurso do momento dos políticos é o petróleo. Petrosal, Pré-sal,  a partilha do butim. Aqui no RN é a engabelação que vai virar bandeira política de alguns, de que a mini-refinaria Clara Camarão irá transformar a nossa economia. Logo seremos capazes de declarar independência ao Brasil, entrar para a OPEP* e fazer uma revolução Bolivariana. 

 
A Nigeria é um exemplo que está sendo seguido a risca pelo Brasil. Lá o petróleo pode ser reconhecido como o excremento do diabo, pois é a base de toda corrupção política e social. Os líderes tribais e políticos Nigerianos se abastecem dos royalties do petróleo e irrigam a base da corrupta pirâmide oligárquica para evitar as rebeliões que vez por outra ocorrem no delta do niger, onde não esporadicamente os revoltosos explodem as plataformas e os engenheiros estrangeiros das petrolíferas junto.

No Brasil a nossa Nigéria é encabeçada pelo Rio de Janeiro, que é um belo mau exemplo de igualdade social e distribuição de renda, seguido por outro maravilhoso mau exemplo que é o estado do Espírito Santo e finalmente  chega a nossa Noruega tropical, o RN.

Neste ano, mesmo com uma queda de quase 40% em royalties,   101,5 milhões de Reais foram destinados ao Governo do RN e R$ 90 milhões aos municípios. Macau liderou o recebimento dos royalties no Estado, com o repasse de R$ 1,6 milhão. Guamaré ficou em segundo lugar, com R$ 1,53 milhão, seguido de Mossoró, com R$ 1,5 milhão. Há necessidade de dizer algo mais em relação a distribuição de renda e a igualdade social destes municípios óleo-turbinados ?

Se na Nigéria eles mantêm os revoltosos pela força bruta e grana, aqui queremos aumentar os repasses federais para que os prefeitos possam continuar mantendo a nossa estrutura política corrupta e viciada, bombeando caixa para compra de votos nas eleições. Não acordamos ainda para o fato que nem o petróleo e nem a mini-refinaria garantirão desenvolvimento. O desenvolvimento só virá com a educação, ela precede tudo. Se todo o dinheiro dos royalties viesse carimbado 100% para investimento em educação, poderiamos transformar estes municípios em centros de ensino e aí sim, quem sabe com gente preparada pudessemos dar um destino mais Norueguês e menos Nigeriano a nossa riqueza, pois Israel com investimento maciço em educação e sem nenhuma gota de petróleo está em 27 no IDH, enquanto a Arábia Saudita está em 59. Será que algum parlamentar teria visão para propor isso ? ou preferimos ficar ouvindo os trouxas daquí bradando "A Clara Camarão é nossa!"

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Jamaica abaixo de zero, a festa do boi e o embargo potiguar

A comédia "Jamaica abaixo de zero" é baseada na história real de uma obstinada equipe de atletas Jamaicanos que resolveu disputar os jogos olímpicos de inverno na categoria de " bobsled" (trenó).  A Jamaica é um estado minúsculo e sem neve. Eles viraram motivo de piada, foram esculachados e mesmo assim nunca desistiram do sonho de concorrer os jogos de inverno no Canadá.

Nesta próxima semana de 9 a 17 de outubro, ocorrerá a edição 2009 da festa do boi. Como a maioria de vocês deve saber, sou agropecuarista, criador de ovinos e a festa do boi é o momento mais esperado do ano para rever amigos, conhecer tecnologias e fazer negócios.

O Rio Grande do Norte é um estado minúsculo e inexpressivo no agronegócio nacional, estamos na pecuária nacional como a Jamaica está para o " bobsled" mundial. Quase tudo que consumimos aqui é importado dos estados do centro-oeste, a nossa agricultura é majoritariamente familiar e ainda por cima estes agricultores estão situados na sua maioria no semi-árido, região pobre e seca. Para quem não sabe, o RN é o estado que, junto com o Ceará tem a maior percentagem de área de semi-árido, 92% do seu território.

Os pecuaristas do Rio Grande do Norte, a exemplo dos atletas do "bobsled", com a sua "equipe olímpica" vem fazendo um trabalho louvável no que diz respeito a ciência e tecnologia. Hoje temos aqui os melhores rebanhos de raças bovinas, caprinas e ovinas; Animais de ponta, o que nos permitiu criar uma das maiores e mais charmosas exposições rurais do Brasil. Serão reailzados leilões desta genética dentro da festa do boi, no olimpo recepções, no hotel pirâmide, só para citar alguns.  Para quem não sabe, seleção genética é a tecnologia de ponta dentro da produção de carne, e foi justamente esta seleção que fez com que o Brasil se tornasse o maior exportador mundial de proteína animal, mas até agora muito pouco foi feito, nem pleitear uma Embrapa semi-árido os nossos políticos têm inteligência para propor.

Na pecuária toda a nossa ciência e tecnologia está bloqueada, embargada para o comércio mundial, devido ao fato de há mais de 10 anos estarmos em região de risco de aftosa embora nunca tenhamos registrado caso da doença. Os pecuaristas sempre cumpriram com a sua parte em vacinar o rebanho mas os governos nunca cumpriram com a sua parte ao criar estrutura para que saíssemos deste "embargo Cubano";  Parece que estou vendo no discurso de abertura da exposição dizerem que fizeram algo e que o deputado X conseguiu com o ministro Y, que a governadora H investiu em tal e tal..  Mas a verdade é que nunca se importaram e nem se importam. A saída do embargo agora é iminente devido ao fato que os estados fortes do agronegócio estão correndo risco de sofrer o mesmo embargo se todos os estados da federação não se estruturarem, e nós, pecuaristas, fizemos a nossa parte durante todo este tempo sozinhos e devido a esta pressão de fora os investimentos estão sendo feitos, embora que a passos de "Jabuti".  Esta é a verdade dos fatos!

Bom, voltando ao assunto dos atletas de " bobsled"  da Jamaica, torço para que aquí tenhamos o êxito que os Jamaicanos jamais tiveram, pois a coragem, a luta e a humilhação é a mesma, mas também vai ser cômico assistir os nossos atletas do "bobsled" ouvirem na exposição o discurso da governadora dizendo que foi ela quem empurrou o nosso trenó (morro abaixo).

Gustavo Andrade Rocha

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

PEC do ensino em tempo integral

Um assunto que parece esquecido neste momento de euforia da copa do mundo e das olimpíadas é a PEC - proposta de emenda constitucional da educação em tempo integral.

Na minha época de criança estudei quase toda a vida no Colégio Imaculada Conceição, confesso que não era bom aluno, pois sempre fui muito inquieto e crítico, o que me causava problemas. O fato é que tive uma educação de primeiríssima qualidade, o que até hoje agradeço aos meus pais e professores por terem me proporcionado tal.

Na época dos meus 6 ou 7 anos tínhamos uma fazenda no município de Riachuelo-RN e lá havia um grupo escolar, neste grupo haviam, se não me engano, duas salas de aula, onde eles concentravam os alunos de várias séries na mesma sala, na realidade era uma tentativa de garantir somente a alfabetização, pois a geração dos pais daqueles alunos era analfabeta e os governos daquela época, a exemplo do atual, não priorizavam a educação.

Hoje dá gosto de ver que praticamente todas as crianças em idade escolar frequentam a escola, eu disse frequentam!, pois o ensino ainda está bem aquém do desejado, porém não deixa de ser um avanço, mas na realidade o que precisamos é de um salto.

Esta PEC que me refiro neste artigo e que foi proposta pelo Deputado Federal Felipe Maia - DEM daqui do RN, é o salto que propõe que o estado passe a fornecer ensino em tempo integral para as crianças, o que é realmente louvável ao proporcionar que as nossas crianças passem a frequentar a escola em tempo integral, tempo este que as manterá longe  do ambiente das favelas, guetos e consequentemente dos traficantes e da criminalidade. Não há nem a necessidade de relacionar aqui os investimentos em escolas, computadores, merenda, pessoal e infra-estrutura; Investimentos estes que aqueceriam a economia das regiões onde estas novas escolas teriam que ser instaladas.

No Brasil, segundo censo do IBGE, apenas 7,7% das mátriculas foram para alunos em tempo integral, sendo 18,6% deste total na região sudeste e apenas 1% na região nordeste, o que agrava ainda mais a desigualdade social entre a região nordeste e sudeste.

Se pararmos para analisar veremos que poucos políticos se empenham em divulgar e apoiar esta iniciativa, pois hoje o que os políticos procuram é criar factóides momentâneos, que gerem mídia e retorno imediato para eles. Quando há algum projeto de longo prazo ou que gere frutos para o futuro, a própria sociedade não se empenha também em divulgar ou trabalhar para que isso aconteça. Esta PEC é realmente a revolução que o Brasil precisa na educação.

Conheço pessoalmente o Deputado Felipe Maia e me orgulho bastante dele pelo fato de estar empenhado nesta luta, que inicialmente parece um sonho, mas que está a cada dia crescendo. Espero estar de alguma forma ajudando a colocar a educação em pauta e peço a todos que me seguem que ajude a divulgar nos seus canais de comunicação a mensagem da educação e da PEC do ensino em tempo integral. Se todos utilizarmos os nossos twitters ou blogs lembrando sempre sobre esta PEC, pedindo aos políticos conhecidos, ela sairá.

Gustavo Rocha

Viva Natal 2014!. Viva Rio 2016!

É inegável que uma copa do mundo e umas olímpiadas, principalmente uma precedidada da outra, trarão enormes benefícios a nação.

Resolvi escrever este artigo para apresentar de forma mais esclarecida o meu ponto de vista em relação a estes eventos, pois ao trazer a luz uma visão mais crítica e talvez mais racional sobre o verdadeiro legado destes jogos, algumas pessoas de má fé procuram divulgar que estou torcendo contra.

A melhora que o Brasil vem conquistando após a estabilidade proporcionada pelo plano real e a continuidade da política econômica pelo atual governo nos credenciaram a postular e conquistar a copa do mundo e as olimpíadas. É importante ressaltar que mesmo apesar de investimentos altíssimos estes eventos trarão benefícios no longo prazo para o Brasil, pois eles ajudarão a nos divulgar como nação que está evoluindo, a exemplo da China.

O Brasil hoje é um país com estabilidade econômica ,com um agronegócio desenvolvido e que possui empreendedores da melhor qualidade, que são as principais alavancas de desenvolvimento. Precisamos conquistar ainda muito mais, especialmente no campo da educação, pois somente com o nosso povo educado que conseguiremos eleger melhor os nossos governantes e a partir daí promover a verdadeira mudança de patamar que tanto almejamos.

É fundamental que as pessoas se envolvam nos debates relativos a copa do mundo em Natal, pois aquí, sob o pretexto de loteamento de áreas públicas, está se tentando colocar a pecha de "contra a copa", "contra o desenvolvimento", "Interesses contrariados" nas pessoas que procuram trazer á luz a verdadeira preocupação com o patrimônio público e que se preocupam com a qualidade de vida que teremos após estes eventos. Após a copa do mundo de 2014 Natal vai continuar praticamente do mesmo jeito, seremos mais conhecidos, mas não podemos por causa disso abrir mão do nosso patrimônio além de permitir uma densidade urbana absurda na região que é o principal gargalo da cidade.

O Rio de Janeiro sediou os jogos Pan-Americanos mas todos os problemas sociais continuam lá, pouco ou quase nada mudou. As olímpiadas serão majoritariamente sediadas em áreas de expansão da cidade, eles não estão construindo arenas esportivas nas regiões com problemas de trânsito ou de alta densidade urbana.

Espero que as pessoas se conscientizem que a copa e as olímpiadas não serão o apogeu do Brasil como nação. Espero que passem a olhar mais criticamente o que sempre está por trás de toda esta ilusão que se procura criar, pois passado tudo isso continuaremos com o nosso IDH menor que a Islândia, Luxemburgo, Polônia, Uruguai, Costa Rica, Panamá entre outros que nunca sediaram copas do mundo, a execeção do Uruguai com a de 1930 e de lá pra cá o país só piorou.

A copa do mudo e nossa ! O patrimônio público e a qualidade de vida também !

Gustavo Rocha

domingo, 4 de outubro de 2009

João Ubaldo Ribeiro 04/outubro/2009

Adorei, por isto estou postando.

De Bem a Pior - João Ubaldo Ribeiro

Diante do portão ainda fechado, olho por entre as grades do edifício e avalio a rua. Poucos passantes, alguns porteiros varrendo a calçada, tudo indica que o temido encontro será evitado novamente. Tem dado um pouco de trabalho, mas venho conseguindo driblá-la com eficácia e faz tempos que não a vejo.

Bem verdade que, paradoxalmente, tenho uma certa saudade dela, mas sou obrigado a reconhecer que fico aliviado por não vê-la, é melhor assim.

Inspeção concluída, tomo coragem e saio andando em direção à banca de jornal, aonde chego sem problemas e da qual volto devagar, espiando distraidamente as manchetes e sem suspeitar do que me espera, depois de dobrar a esquina de minha rua.

— Ah-ha! — soa uma voz feminina enquanto recebo um puxão na manga da camisa e logo concluo que desta vez não consegui escapar, é ela novamente. — Andava se escondendo, hein? — Me escondendo? Não, claro que não. Por que eu haveria de me esconder? — Porque não está cumprindo sua obrigação, é por isso! Eu confesso que não esperava isso de você, mas fato é fato, e o fato é que você não está cumprindo sua obrigação.

— Não entendi, não sei de obrigação nenhuma que eu não esteja cumprindo.

— Sua obrigação de descer o cacete nessa corja, é essa a obrigação que você não está cumprindo.

— Bem, eu não acho que tenho essa obrigação. Além disso, o sujeito cansa de dar murro em ponta de faca sozinho. A impressão que eu tenho, pela leitura de jornais, é que está todo mundo satisfeito, com uma exceçãozinha aqui ou ali.

— Está todo mundo o quê? Satisfeito? Satisfeito com quê, com o governo? Eu pergunto a você: qual é a grande realização desse governo, além de uma Legião Brasileira de Assistência turbinada, qual é? O que é que mudou? — Bem, assim de cabeça é difícil lembrar.

— Então eu ajudo, vamos lá. Mudou a educação? O ensino público está uma beleza, o povo está cada vez mais educado, os professores são bem pagos, fizeram uma grande reforma, não foi? — Eu sei que não é bem assim, mas...

— Mas nada, não tem “mas” nenhum nessa conversa, é tudo um horror mesmo e, quando acham um colégio melhorzinho, dá reportagem no “Fantástico”, é caso de comemoração.

E saúde, a saúde vai bem, não vai? Todo mundo atendido, não tem mais esse negócio de dormir na fila ou esperar meses por uma consulta, tem? — Você está sendo irônica, eu...

— Segurança, tem segurança? Onde é que você está seguro? Dentro de casa, não está seguro. Na rua, não está seguro. No ônibus, não está seguro.

No restaurante, não está seguro.

No hospital, não está seguro. Nem numa delegacia ou num quartel, porque vão lá e jogam uma bomba! Onde é que não assaltam e, se quiserem, torturam e matam, me conte, onde é? A polícia já aconselha a não sair com documentos, fazer o que o assaltante manda e assim por diante. Agora eu estou esperando que também aconselhem a gente a manter em casa um lanchinho para agradar os assaltantes.

Melhor ainda, um brunch, que é mais chique e mais moderno. Uns drinquezinhos, uns brioches, tudo para os assaltantes não se aborrecerem.

No futuro vão aparecer manuais e matérias de jornal com cardápios especiais para esse caso.

— Taí, você falou em futuro e me lembrou. Tem o pré-sal também.

— Tem, tem. Ninguém sabe direito se vai dar para extrair esse petróleo e, se der, como é que vai estar o petróleo daqui a dez ou quinze anos. O futuro não era o etanol, não eram as fontes de energia renováveis? Agora não é mais, é o petróleo mesmo, não é? Tão certo quanto as eleições que vêm aí.

— Você não está sendo um pouquinho pessimista, não? As próprias eleições são uma esperança.

— São, são. Esperança de que entrem ladrões novos, para substituir os velhos, isso é importante, é sempre interessante observar as gerações mais jovens se firmando. E os métodos de roubar com certeza vão mudar também, nada de saudosismo, vamos aos novos paradigmas da corrupção, o Brasil não pode ficar para trás.

— Olhe aí, você trouxe outra coisa à baila, o Brasil hoje é outro, no panorama internacional.

— É, eu sei, é o país dos barbudinhos exóticos, os gringos gostam muito, se divertem bastante. E ainda nos empurram os bagulhos deles.

— Que é isso, também não é assim.— Eu sei, é pior. Agora, com a embaixada brasileira em Honduras transformada em quartel-general da cucarachada, com essa cafajestada diplomática toda, está uma beleza, somos alvo do respeito universal, não é, não? E os gringos também acreditam nesse papo de que “não sei de nada”, “não ouvi nada” etc. e tal.

— É, já vi que você hoje está mesmo com toda a corda.

— Ao contrário de certos escritores que eu conheço. E já que, ao que parece, você também está achando tudo ótimo, pelo menos ponha na sua coluna um título que seja fiel à situação do Brasil de hoje.

Eu lhe ofereço um de graça. Que tal “de bem a pior”?