Sorria palhaço, já é carnaval !
Embora os mamelucos locais insistam em preservar o nome dos índios tororós nas ruas da nossa taba, o nosso complexo de colono português insiste em não abrir mão dos hábitos profanos d’além mar.
O carnaval é a festa do fora do limite, é o duto de alegria da folia. Pierrôs, colombinas e cordões de puxa-sacos se congraçam e se unem em coro para celebrar em orgia a farra do dinheiro público.
O governo do Rio Grande do Norte acaba de criar o “Verão de todos” e ainda tem a cara de Arlequim de dizer que é um evento para turistas, como se a farofada nas praias fizesse algum turista vir para se misturar com o lumpen eleitor dos showmícios palacianos.
É hora dos gestores públicos levarem os “foliões” a sério e oferecerem praias limpas, seguras e despoluídas, principalmente da poluição sonora , pois a classe média Brasileira cresceu e está educada o suficiente para saber que estes eventos eleitoreiros não servem nem para eleger os candidatos dito populares, mas servem somente para engordar os seus reis-momo.
Tenho batido constantemente na tecla da transparência dos gastos públicos, pois como será possível sabermos o orçamento das campanhas educativas para limpeza das praias para confrontarmos com o desperdício do dinheiro público em shows que, inclusive, já originaram denúncias de Foliaduto e similares. Esqueceram ?
Contudo, parece ser mais fácil embriagar o povo de música desqualificada e de cacchaça do que discutir propostas sérias. Não é de hoje, mas sempre atual a marchinha : “São mais de mil palhaços no salão”.
Gustavo Andrade Rocha

