Um assunto que parece esquecido neste momento de euforia da copa do mundo e das olimpíadas é a PEC - proposta de emenda constitucional da educação em tempo integral.
Na minha época de criança estudei quase toda a vida no Colégio Imaculada Conceição, confesso que não era bom aluno, pois sempre fui muito inquieto e crítico, o que me causava problemas. O fato é que tive uma educação de primeiríssima qualidade, o que até hoje agradeço aos meus pais e professores por terem me proporcionado tal.
Na época dos meus 6 ou 7 anos tínhamos uma fazenda no município de Riachuelo-RN e lá havia um grupo escolar, neste grupo haviam, se não me engano, duas salas de aula, onde eles concentravam os alunos de várias séries na mesma sala, na realidade era uma tentativa de garantir somente a alfabetização, pois a geração dos pais daqueles alunos era analfabeta e os governos daquela época, a exemplo do atual, não priorizavam a educação.
Hoje dá gosto de ver que praticamente todas as crianças em idade escolar frequentam a escola, eu disse frequentam!, pois o ensino ainda está bem aquém do desejado, porém não deixa de ser um avanço, mas na realidade o que precisamos é de um salto.
Esta PEC que me refiro neste artigo e que foi proposta pelo Deputado Federal Felipe Maia - DEM daqui do RN, é o salto que propõe que o estado passe a fornecer ensino em tempo integral para as crianças, o que é realmente louvável ao proporcionar que as nossas crianças passem a frequentar a escola em tempo integral, tempo este que as manterá longe do ambiente das favelas, guetos e consequentemente dos traficantes e da criminalidade. Não há nem a necessidade de relacionar aqui os investimentos em escolas, computadores, merenda, pessoal e infra-estrutura; Investimentos estes que aqueceriam a economia das regiões onde estas novas escolas teriam que ser instaladas.
No Brasil, segundo censo do IBGE, apenas 7,7% das mátriculas foram para alunos em tempo integral, sendo 18,6% deste total na região sudeste e apenas 1% na região nordeste, o que agrava ainda mais a desigualdade social entre a região nordeste e sudeste.
Se pararmos para analisar veremos que poucos políticos se empenham em divulgar e apoiar esta iniciativa, pois hoje o que os políticos procuram é criar factóides momentâneos, que gerem mídia e retorno imediato para eles. Quando há algum projeto de longo prazo ou que gere frutos para o futuro, a própria sociedade não se empenha também em divulgar ou trabalhar para que isso aconteça. Esta PEC é realmente a revolução que o Brasil precisa na educação.
Conheço pessoalmente o Deputado Felipe Maia e me orgulho bastante dele pelo fato de estar empenhado nesta luta, que inicialmente parece um sonho, mas que está a cada dia crescendo. Espero estar de alguma forma ajudando a colocar a educação em pauta e peço a todos que me seguem que ajude a divulgar nos seus canais de comunicação a mensagem da educação e da PEC do ensino em tempo integral. Se todos utilizarmos os nossos twitters ou blogs lembrando sempre sobre esta PEC, pedindo aos políticos conhecidos, ela sairá.
Gustavo Rocha
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
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